A cidade de Seul informou que vai operar um centro de apoio para denúncias para impedir o trabalho ilegal de entregadores estrangeiros. Pelo Centro de Direitos Laborais de Seul e pela Central de atendimento Dasan (Seul), serão oferecidos juntos aconselhamento e orientação para denúncias. A cidade entendeu que só com fiscalização é difícil reduzir os problemas no local. No centro, haverá orientação sobre a faixa de vistos que pode trabalhar no setor de entregas, métodos e procedimentos de denúncia, órgão de denúncia conforme cada caso e regras de punição em caso de infração. A cidade de Seul decidiu que essa função de apoio era necessária após reuniões com o setor relacionado. Segundo a reportagem, o número de estrangeiros flagrados em trabalho ilegal nos setores de entrega e encomendas aumentou muito, de 117 pessoas em 2023 para 486 pessoas em 2025. É claro que são estatísticas recentes citadas pela cidade de Seul, mas nos materiais de pesquisa também aparecem, junto disso, números do Ministério da Justiça com outro critério, em que o setor de entregas é contado separadamente. A cidade de Seul explicou que o trabalho ilegal de entregadores estrangeiros é um problema sério que prejudica os direitos dos trabalhadores locais e também ameaça a segurança no trânsito dos cidadãos. Além disso, pediu ao Ministério da Terra, Infraestrutura e Transporte a criação de um sistema de registro para operadores de serviço de entrega de pequenos volumes e solicitou às plataformas de entrega que reforcem a verificação da qualificação de trabalhadores estrangeiros e a gestão de contas.
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Por que a cidade de Seul de repente criou até um centro de denúncias?
Se olhar só esta notícia, pode parecer apenas 'reforço da fiscalização de entregadores estrangeiros'. Mas, se a gente olhar um pouco melhor, a história é bem mais complexa. É difícil confirmar quem realmente está trabalhando no app de entrega, e quando o Status de residência (qualificação legal para ficar e trabalhar na Coreia), a carteira de motorista, o seguro e a conta da plataforma ficam desencontrados, isso deixa de ser um simples problema de controle migratório e vira um problema de segurança nas ruas.
É exatamente por isso que a cidade de Seul criou o centro de apoio para denúncias. No local, havia muitas zonas cinzentas, como 'com este visto pode fazer entrega?', 'esta conta realmente é da própria pessoa?' e 'onde devo denunciar?'. Então, em vez de só aumentar a punição, a cidade de Seul juntou a consultoria especializada do Centro de Direitos Laborais de Seul com a facilidade de acesso da Central de atendimento Dasan (Seul) para criar uma 'administração que primeiro organiza os pontos confusos'.
Vendo de forma mais ampla, esta medida está mais perto de mostrar o elo fraco do mercado de entregas da Coreia do que de ser uma política voltada só para um grupo de estrangeiros. O serviço de entrega cresceu muito rápido, mas o sistema de vistos, a gestão das plataformas e o sistema de verificação de seguro e carteira de motorista não acompanharam totalmente essa velocidade. Aí vem a pergunta: por que justamente no setor de entregas esse problema cresceu tão rápido?
A cidade de Seul não colocou só fiscalização, mas também aconselhamento e orientação para denúncias.
Ela entendeu o problema dos entregadores como um tema em que se cruzam Status de residência, direitos trabalhistas e segurança no trânsito.

Os números dos flagrantes mostram — por que o setor de entregas chamou atenção?
Se passar o mouse sobre o ponto, você pode ver os números. Esses dois números são uma comparação com o mesmo critério de contagem citado na reportagem da Yonhap News. Em dados de outras reportagens e instituições, há números contados separadamente só para o setor de entregas, então é difícil fazer uma comparação por soma simples.

Por que é fácil o trabalho ilegal crescer no setor de entregas
| Fator | o que significa | por que isso é um problema especialmente no trabalho de entrega |
|---|---|---|
| Aumento rápido da demanda | Depois da covid, os pedidos de entrega aumentaram de forma explosiva | Quando precisam de gente com urgência, é fácil dar prioridade à distribuição imediata das corridas em vez de verificar a qualificação primeiro |
| Estrutura de plataforma | A plataforma de pedidos, a agência intermediária e o entregador individual estão separados | A responsabilidade de confirmar quem é o condutor real fica dividida em várias etapas |
| Incompatibilidade de Status de residência | O visto que permite trabalhar e a demanda real no local muitas vezes não combinam bem | Pessoas com Status de residência com restrições, como estudantes internacionais, podem entrar por caminhos indiretos com facilidade |
| Empréstimo de conta · uso indevido do nome de outra pessoa | Há casos de trabalho com conta em nome de coreano, e não com a própria conta | Dentro do aplicativo pode parecer normal, mas o motorista real pode ser outra pessoa |
| Estrutura de taxa por entrega | É um jeito de receber dinheiro cada vez que faz uma entrega | Para o empregador, é mais fácil colocar pessoas para trabalhar de forma mais solta do que fazer contratação formal |
| Junto com questões de segurança | Se não houver verificação de carteira de motorista e seguro, o risco de acidente aumenta | Por isso, não é só uma infração simples de trabalho, mas se liga direto à segurança dos cidadãos |

Que tipo de Status de residência um estrangeiro precisa ter para poder fazer trabalho de entrega?
| Status de residência | possibilidade de trabalho de entrega | explicando de forma simples |
|---|---|---|
| Residência·Residência permanente·Casamento | alta possibilidade | Como são Status de residência com alta liberdade geral de trabalho, como Residência, residência permanente e imigração por casamento, normalmente também permitem trabalho de entrega |
| Coreano no exterior·Visita de trabalho | precisa confirmar | A liberdade de trabalho é relativamente ampla, mas é preciso confirmar melhor se o trabalho de entrega é interpretado como setor restrito ou trabalho simples |
| Estudante·Procura de emprego | em geral restrito | Mesmo que visto de estudante e visto de procura de emprego tenham alguma permissão para trabalho de meio período, trabalho em plataforma como entregador normalmente é visto como restrito |
| Trabalhador não profissional | inadequado pela estrutura | Como é um sistema de trabalho baseado em estabelecimento comercial, não combina bem com trabalho livre como entrega por plataforma |
| Visto de estadia curta | na prática, impossível | Como o objetivo é turismo ou visita curta, trabalhar em si é proibido por princípio |

Por que esse problema não para no visto e pode virar uma questão de segurança dos cidadãos?
| Item | entregador registrado normalmente | entregador com empréstimo de nome·trabalho ilegal |
|---|---|---|
| Autenticidade do nome na conta | Há grande chance de o condutor real e o nome da conta no aplicativo serem a mesma pessoa | O condutor real e o titular do nome podem ser pessoas diferentes |
| Verificação da carteira de motorista | É mais fácil a plataforma ou a empresa seguir o processo de verificação | Se for uma conta em nome de outra pessoa, a verificação da carteira do motorista real pode ficar vazia |
| Adesão ao seguro de transporte remunerado | É relativamente possível contratar e manter seguro para entrega | Em situação de trabalho ilegal ou divergência de nome, pode ser difícil contratar ou pode haver problema com a validade |
| Rastreamento da responsabilidade em acidente | É relativamente rápido confirmar quem estava dirigindo | Se acontecer um acidente, o rastreamento de responsabilidade entre motorista, titular do nome e plataforma pode ficar confuso |
| Velocidade de recuperação do dano | Há grande chance de a seguradora resolver primeiro | A vítima pode ter que fazer diretamente o pedido ou seguir o processo do programa de garantia, então pode demorar |

Por que só fiscalização não basta, e por isso vieram consulta e orientação
| Forma | vantagem | limite |
|---|---|---|
| Foco na fiscalização | Tem efeito de dissuasão e pode detectar rapidamente violações claras | Como a resposta vem depois da detecção, a prevenção prévia é fraca, e é difícil reduzir casos confusos |
| Fiscalização + consulta·orientação | É possível avisar antes sobre o alcance do visto, o processo de denúncia, onde denunciar e as regras de punição, para criar um efeito de prevenção | Só com orientação não há força obrigatória, então funciona melhor junto com a fiscalização |
| Consulta especializada + combinação com central de atendimento | Dá para ter ao mesmo tempo a precisão da consulta com especialista trabalhista e a facilidade de acesso da central Central de atendimento Dasan (Seul) | Se as regras mudam com frequência, é preciso um sistema para atualizar rapidamente no local |

Como o problema dos entregadores de delivery virou uma questão de direitos trabalhistas, regulação de plataformas e controle de imigração
Esse problema não apareceu de um dia para o outro. À medida que o mercado de delivery na Coreia cresceu, o foco da atenção foi mudando aos poucos.
Etapa 1: por volta de 2018 — o trabalho perigoso começou a aparecer
No começo, o centro do debate público não era o problema dos estrangeiros, mas sim a segurança dos entregadores. Quando problemas como calor extremo, acidentes de trabalho e acidentes de trânsito ficaram conhecidos, cresceu a percepção de que o delivery é um trabalho perigoso escondido atrás de um serviço conveniente.
Etapa 2: 2019~2020 — o debate sobre trabalho em plataformas ganhou força
Quando os aplicativos de delivery cresceram, começou o debate sobre se os entregadores eram autônomos ou, na prática, trabalhadores. Junto com isso, também surgiu a questão do emprego especial (um formato em que a pessoa trabalha como se fosse contratada por uma empresa, mas legalmente está mais perto de um trabalhador autônomo).
Etapa 3: 2020~2022 — a covid fez o mercado crescer de uma vez
Durante a covid, os pedidos de delivery explodiram, e a demanda por entregadores também subiu muito. O mercado cresceu muito rápido, mas os sistemas de proteção em seguro, segurança e emprego tiveram dificuldade para acompanhar essa velocidade.
Etapa 4: 2023~2024 — começaram a cobrar responsabilidade das plataformas
Agora o foco deixou de ser apenas o entregador individual e passou para a estrutura das plataformas e das empresas intermediárias. A questão principal virou quem deve assumir a responsabilidade pelo algoritmo de distribuição de corridas, pelas taxas, pela verificação de identidade real e pela obrigação de treinamento.
Etapa 5: 2024~2026 — controle de imigração e segurança dos cidadãos se juntaram
Depois do período endêmico, cresceram problemas como trabalho ilegal de entregadores estrangeiros, uso indevido de identidade e condução sem habilitação·sem seguro, e a questão mudou completamente. Agora o problema dos entregadores de delivery virou uma questão social complexa, em que direitos trabalhistas, regulação de plataformas e controle de imigração estão todos misturados.

Por isso, esta notícia não é só um problema de estrangeiros
Quando você vive bastante tempo na Coreia, às vezes pensa assim: 'A Coreia é mesmo muito rápida no delivery.' É verdade. Mas essa rapidez só se mantém porque alguém precisa se mover dentro de um sistema muito bem ajustado. Esta notícia mostra o quanto esse sistema pode balançar justamente nas partes mais básicas, como verificação da pessoa, verificação da habilitação e verificação do seguro.
Por isso, se você ler isso só como uma "notícia de fiscalização de estrangeiros", vai entender só metade. A verdadeira pergunta é como a sociedade coreana vai aceitar legalmente o trabalho de que precisa, até onde vai cobrar responsabilidade das empresas de plataforma e das empresas intermediárias, e como vai proteger os cidadãos quando acontece um acidente. Na reportagem, a Prefeitura de Seul disse que propôs ao Ministério da Terra, Infraestrutura e Transporte a introdução de um sistema de registro para empresas de serviço de entrega de pequenas cargas por intermediação. No fim, essa direção de debate pode ser lida como um reforço não só da fiscalização depois do fato, mas também de mecanismos de verificação antes do fato.
No fim, um bom sistema precisa fazer duas coisas ao mesmo tempo. Precisa reduzir a ilegalidade e, ao mesmo tempo, deixar mais claro o trabalho de quem pode trabalhar legalmente. Assim, os estrangeiros ficam menos inseguros, os cidadãos ficam mais seguros, e as plataformas têm mais dificuldade para fugir da responsabilidade. Então, da próxima vez que você abrir um aplicativo de delivery, também pode pensar assim: quantos problemas de sistema que a sociedade coreana ainda não conseguiu organizar estão escondidos por trás desta única entrega.
O problema dos entregadores estrangeiros não é só questão de visto, mas também de nome real da conta, habilitação, seguro e estrutura de responsabilidade em acidentes.
O centro de denúncias da cidade de Seul é uma resposta mais ampla do que apenas reforçar a fiscalização, incluindo prevenção e orientação.
Daqui para frente, a questão principal é até onde as plataformas e as empresas intermediárias devem verificar a qualificação real de quem faz a entrega.
Vamos mostrar como viver na Coreia
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