|
GLTR.life

Viver na Coreia, descomplicado

cut_01 image
cut_02 image
cut_03 image
cut_04 image

Coupang foi até ao tribunal por não pagar indenização de rescisão — afinal, o que aconteceu?

Regra de reset da indenização de rescisão, pressão externa sobre a promotoria, e até mais de 20 mortes. Vamos analisar todo o contexto do julgamento da indenização de rescisão da Coupang CFS

Updated May 4, 2026

Ex e atual representantes da Coupang Fulfillment Service (CFS) foram ao primeiro julgamento por causa do problema da indenização de demissão. Eles foram denunciados em fevereiro passado por suspeita de não pagar cerca de Central de atendimento Dasan (Seul)M KRW em indenização de demissão. O critério que virou problema foi um método interno de recalcular a indenização de demissão de acordo com as horas de trabalho. Se durante o período de trabalho houvesse ao menos um dia com jornada semanal de 15 horas ou menos, o cálculo era refeito. Essa regra causou grande polêmica porque dividia o período de cálculo da indenização de demissão. Por isso, no local de trabalho, essa regra também era chamada de regra de reset da indenização de demissão. No julgamento, o lado dos ex e atuais representantes explicou que já terminou parte da compensação. Também disseram que o escritório de trabalho e emprego vinha entendendo esse caso como sem violação da lei e sem suspeita. Com base nesse entendimento, o lado dos representantes afirmou que não houve grande problema nas regras e no tratamento da empresa.

원문 보기
Resumo do caso

O representante vai ser julgado por não pagar indenização de rescisão?

Em 6 de abril de 2026, aconteceu um julgamento um pouco incomum no Tribunal Distrital Central de Seul. Ex-diretores e diretores atuais da Coupang Fulfillment Service (CFS) sentaram no banco dos réus. A acusação era: 'não pagaram a indenização de rescisão'.

Você pode pensar: 'um julgamento por não pagar indenização de rescisão?'. Mas isso não é um simples caso de salário atrasado. A Coupang mudou as regras da empresa em segredo e simplesmente não pagou Central de atendimento Dasan (Seul)M KRW de indenização de rescisão que devia a 40 trabalhadores diaristas.

O mais interessante é que o escritório de trabalho e emprego disse 'façam a denúncia formal', mas a promotoria encerrou o caso como 'sem suspeita'. No fim, a promotoria especial permanente entrou no caso e denunciou os representantes. Até surgiu a suspeita de que a cúpula da promotoria abafou o caso, e 2 promotores também foram denunciados.

Quando você mora na Coreia e vê as notícias, uma dúvida puxa outra, né? O que é exatamente a indenização de rescisão? A empresa pode mudar as regras sozinha? A promotoria pode reverter o que o escritório de trabalho aprovou? Vou explicar uma por uma.

ℹ️Resumo do caso em 3 linhas

A Coupang CFS mudou o regulamento de trabalho e não pagou Central de atendimento Dasan (Seul)M KRW de indenização de rescisão a 40 diaristas

A promotoria encerrou como sem suspeita, mas a promotoria especial permanente reverteu e denunciou 2 representantes + 2 promotores

Primeiro julgamento em 6 de abril de 2026 — lado da Coupang alega inocência, próxima audiência em 22 de maio

Indenização de rescisão 101

Espera, o que é indenização de rescisão? Eu também posso receber?

A indenização de rescisão, de forma simples, é uma quantia grande que você recebe quando sai da empresa. Na Coreia, isso é garantido por uma lei chamada 'Lei de Garantia do Benefício de Aposentadoria dos Trabalhadores', então, se cumprir os requisitos, a empresa tem que pagar. Se não pagar? prisão de até 3 anos ou multa de até 30M KRW. Sim, a pessoa pode até ir mesmo para a prisão.

Os requisitos são só dois. (1) ter trabalhado por mais de 1 ano, (2) ter média de 15 horas ou mais por semana. Se cumprir só esses dois, pode receber indenização de rescisão sendo trabalhador efetivo, temporário ou até diarista.

O cálculo é assim: salário médio diário dos últimos 3 meses × 30 × (dias trabalhados ÷ 365). Falando de forma simples, se trabalhar 1 ano, recebe mais ou menos 1 salário mensal como indenização de rescisão. Se o salário mensal for 2.5M KRW, a indenização de rescisão também será cerca de 2.5M KRW.

E aqui tem um ponto importante — isso também vale igual para estrangeiros. Não importa o tipo de visto. Se trabalhou na Coreia por mais de 1 ano e 15 horas ou mais por semana, você tem direito à indenização de rescisão. No caso do visto Trabalhador não profissional (Trabalhador não profissional), existe um sistema chamado 'seguro de saída ao fim do contrato', mas isso não substitui a indenização de rescisão, e sim complementa. Se o valor do seguro for menor que a indenização de rescisão, a empresa tem que pagar a diferença.

💡Pontos principais da indenização de rescisão para estrangeiros

Sem relação com nacionalidade ou visto — se cumprir as condições (1 ano + 15 horas por semana), aplica 100%

Visto Trabalhador não profissional: se o seguro de saída ao fim do contrato for menor que a indenização de rescisão, há obrigação de pagar a diferença

Desde 2022, a indenização de rescisão só pode ser depositada em conta IRP (plano individual de pensão de aposentadoria)

Tipo de trabalhador

A barreira das 15 horas por semana — só esse padrão já muda os direitos

Na lei trabalhista da Coreia, “15 horas por semana” é um número mágico. Dependendo se fica acima ou abaixo desse padrão, as coisas que a pessoa pode receber mudam muito.

ItemUltracurto período (menos de 15 horas por semana)Meio período (15~40 horas por semana)Normal (40 horas por semana)
Indenização por demissão❌ não tem✅ tem✅ tem
Pagamento de descanso semanal❌ não tem✅ tem (proporcional)✅ tem
Férias anuais❌ não tem✅ tem (proporcional)✅ tem
Pensão nacional❌ excluído✅ inscrito✅ inscrito
건강보험❌ excluído✅ inscrito✅ inscrito
Seguro-desemprego✅ inscrito✅ inscrito✅ inscrito
Seguro contra acidentes de trabalho✅ inscrito✅ inscrito✅ inscrito
A armadilha do reset

Se descansar 1 dia, a indenização por demissão vira 0 KRW? — a verdade da “regra de reset”

Agora, aqui está o ponto principal deste julgamento. O que exatamente a Coupang CFS mudou para isso chegar até o tribunal.

A regra original da CFS era assim: "Mesmo trabalhadores diaristas recebem indenização por demissão se trabalharem por mais de 1 ano. Mas os períodos com menos de 15 horas por semana são excluídos do cálculo." Esse é um jeito de acordo com a lei. Se a pessoa trabalhou 12 meses e, no meio, só 1 mês teve menos de 15 horas, calcula tirando só esse 1 mês e fica 11 meses.

Mas em maio de 2023, a CFS mudou isso para assim: "A indenização por demissão só é paga se a pessoa trabalhou por mais de 1 ano e, durante esse período, teve 15 horas ou mais por semana." À primeira vista parece parecido, né? Mas tem uma diferença decisiva.

Na regra nova, se no meio houver nem que seja só 1 semana com menos de 15 horas, o tempo de serviço volta para 0. Mesmo trabalhando 16 meses inteiros, se a pessoa descansar 1 dia no meio e uma semana ficar com menos de 15 horas, a indenização por demissão vira 0 KRW. Por isso chamam isso de “regra de reset da indenização por demissão”.

Quando a gente vê casos reais de dano, fica ainda mais chocante. Um trabalhador que trabalhou 15~20 dias por mês durante 16 meses ficou com indenização por demissão de 0 KRW por faltar só 1 dia, e outro que trabalhou 22 meses também recebeu 0 KRW por ser tratado como “interrupção”. Pelo menos 40 pessoas sofreram desse jeito.

E nos documentos internos que a equipe de investigação especial conseguiu, tinha um conteúdo chocante. Antes de mudar essa regra, a CFS fez um relatório de estimativa de custo com “economia de vários bilhões de won”. Ou seja, desde o começo mudaram a regra para economizar na indenização por demissão dos trabalhadores.

O mais problemático é esse processo de mudança. A lei coreana (Lei de Normas Trabalhistas, artigo 94) diz que, para mudar o regulamento de trabalho de forma desfavorável aos trabalhadores, é obrigatório receber o consentimento da maioria dos trabalhadores. Não é “ouvir opinião”, é “consentimento”. Mas, segundo o sindicato da CFS, não houve folheto, gravação e filmagem eram proibidas, e os trabalhadores assinaram sem nem saber com o que estavam concordando.

Em maio de 2023, a Suprema Corte da Coreia decidiu em julgamento plenário que mudança desfavorável sem consentimento é, em princípio, inválida. Antes, existia uma brecha de dizer “se for razoável pelo senso social, mesmo sem consentimento está OK”, mas até isso foi bloqueado. No fim, é muito provável que a mudança de regra da CFS seja legalmente inválida.

Documento interno obtido pela equipe de investigação especial

Antes da mudança da regra, a CFS fez um relatório de estimativa de custo com “economia de vários bilhões de won”

O relatório foi apresentado até ao ex-representante da CFS, Eom Seong-hwan

É uma prova decisiva de que o objetivo, desde o começo, era cortar a indenização por demissão dos trabalhadores

Antes e depois da mudança

Mesmo trabalho, resultado diferente — simulação antes vs depois da mudança

O trabalhador A trabalhou quase todos os dias durante 12 meses. Só por 1 mês trabalhou 14 horas por semana. O padrão de trabalho é o mesmo, mas quando a regra muda, o resultado muda completamente.

ItemAntes da mudança (método de exclusão)Depois da mudança (método de reinício)
Período total de trabalho12 meses12 meses
Período com menos de 15 horas por semana1 mês (maio)1 mês (maio)
Forma de cálculoExcluir só 1 mês com menos de 15 horas → 11 mesesReset em maio → calcular só depois de maio → 7 meses
Entra no cálculo da indenização por demissão?✅ 11 meses ≥ atende ao padrão de 1 ano❌ 7 meses < não chega a 1 ano
Indenização por demissão com base em salário mensal de 2.5M KRWcerca de 2.29M KRW0 KRW
Andamento do caso

Dos documentos internos ao promotor especial — registro de 3 anos

Vou mostrar em ordem do tempo como este caso estourou, foi abafado e depois estourou de novo.

1

Março de 2023 — elaboração de documento interno

A CFS elaborou um relatório de estimativa de custos com “economia de vários bilhões de won”. Também incluía a política de “não comunicar separadamente” aos trabalhadores diários os conceitos de indenização por aposentadoria e interrupção do vínculo.

2

Maio de 2023 — mudança do regulamento de trabalho

O método de cálculo da indenização por aposentadoria foi mudado de “exclusão” para “reinício”. Foi aplicado de forma unilateral, sem procedimento de consentimento dos trabalhadores.

3

Outubro de 2024 — primeira discussão pública na auditoria parlamentar

O deputado Kim Ju-young levantou publicamente pela primeira vez, na auditoria parlamentar, o problema da mudança desfavorável no regulamento de trabalho da CFS.

4

Janeiro de 2025 — envio ao Ministério Público

O escritório de Bucheon do Ministério do Emprego e do Trabalho enviou o caso ao Ministério Público com “opinião de acusação”. A autoridade trabalhista julgou claramente que houve violação.

5

Abril de 2025 — não acusação pelo Ministério Público

O escritório de Bucheon da Promotoria Distrital de Incheon decidiu não acusar, com o motivo de que “trabalhadores diários não são objeto de indenização por aposentadoria”.

6

Outubro de 2025 — revelação chocante com lágrimas de um promotor

O promotor-chefe Moon Ji-seok revelou na auditoria parlamentar pressão indevida de superiores sobre a investigação. No mesmo dia, a CFS também prometeu restaurar o regulamento de trabalho ao estado original.

7

Outubro de 2025 — restauração do regulamento de trabalho ao estado original

A CFS removeu a regra de reinício da indenização por aposentadoria e restaurou tudo ao original. A notificação de mudança foi aceita pelo Ministério do Emprego e do Trabalho.

8

Janeiro de 2026 — investigação do promotor especial permanente

O promotor especial Ahn Kwon-seop tomou posse. Com busca e apreensão na Coupang, foi garantido o documento interno sobre “economia de vários bilhões de won”.

9

Fevereiro de 2026 — acusação de ex e atual representantes

O promotor especial acusou o ex-CEO Eom Seong-hwan + o atual CEO Jeong Jong-cheol + a pessoa jurídica da CFS por violação da lei de indenização por aposentadoria. Dois promotores também foram acusados por abuso de autoridade.

10

3 de abril de 2026 — derrota na ação civil

O Tribunal Distrital de Incheon reconheceu os trabalhadores diários da CFS como trabalhadores permanentes. Decidiu que “existe obrigação de pagar indenização por aposentadoria” — conclusão totalmente oposta à não acusação do Ministério Público.

11

6 de abril de 2026 — primeira audiência criminal

O lado da Coupang alegou inocência. Informou que, entre 21 pessoas, 15 já receberam a indenização por aposentadoria. Próxima audiência em 22 de maio.

Conflito de julgamento

Mesmo caso, três decisões — escritório do trabalho, Ministério Público e promotoria especial

Aqui está a parte mais interessante deste caso. É o mesmo caso, mas cada instituição julgou de um jeito diferente.

Primeiro, vamos verificar os fatos da afirmação que a Coupang fez no julgamento. A Coupang disse: "o escritório regional do trabalho concluiu de forma consistente que não houve violação da lei". Mas isso não é verdade. Na verdade, a filial de Bucheon do Ministério do Emprego e do Trabalho enviou este caso ao Ministério Público com "opinião de indiciamento". Ou seja, o escritório do trabalho claramente entendeu que houve violação.

Quem disse "sem violação" foi o Ministério Público (Promotoria Distrital de Incheon, filial de Bucheon). Em abril de 2025, o Ministério Público decidiu não indiciar, dizendo que "trabalhadores diários não são alvo de pagamento de aposentadoria por desligamento". Mas, nesse processo, aconteceu algo chocante.

Na auditoria parlamentar de outubro de 2025, o promotor-chefe Moon Ji-seok chorou ao fazer a denúncia. Ele disse que o chefe da filial Eom Hui-jun e o vice-promotor Kim Dong-hui pressionaram para encerrar o caso sem acusação. Até teria havido instrução para "não informar os fatos do relatório à Suprema Procuradoria". Surgiu a suspeita de que a cúpula do Ministério Público ficou do lado da Coupang.

Por isso, foi acionado um promotor especial permanente. Como o próprio Ministério Público virou alvo da investigação, entrou um promotor especial independente. A equipe especial indiciou os representantes da CFS e também indiciou 2 promotores por abuso de autoridade.

Também houve conclusão no processo civil. Em 3 de abril de 2026, o Tribunal Distrital de Incheon reconheceu os trabalhadores diários da CFS na prática como empregados regulares e decidiu que havia obrigação de pagar a aposentadoria por desligamento. É uma conclusão totalmente oposta ao que o Ministério Público tinha dito, de que "não são alvo de aposentadoria por desligamento".

No relatório enviado à Suprema Procuradoria, havia também esta frase: "o pagamento generoso de aposentadoria por desligamento a inúmeros trabalhadores diários inevitavelmente acabará sendo repassado aos consumidores como custo mais alto de entrega…" Eles chamaram o direito legal dos trabalhadores de "generoso" e colocaram a lógica da empresa na frente.

⚠️Verificação dos fatos: afirmação da Coupang vs fatos

Coupang: "o escritório do trabalho disse de forma consistente que não houve violação da lei"

Fato: o escritório do trabalho enviou ao Ministério Público com opinião de indiciamento. "Sem violação" foi a decisão do Ministério Público

Até esse Ministério Público acabou com suspeita de pressão externa, e 2 promotores foram indiciados

Taxa de indiciamento

Mesmo que o Ministério do Trabalho peça indiciamento, o Ministério Público só indicia metade

Será que isso é um problema só da Coupang? Não. A proporção de casos que o Ministério do Trabalho envia com "opinião de indiciamento" e que o Ministério Público realmente indicia fica em torno da metade.

127casos
2016Encaminhados pelo Ministério do Trabalho
76casos
2016Indiciados pelo Ministério Público
155casos
2017Encaminhados pelo Ministério do Trabalho
67casos
2017Indiciados pelo Ministério Público
237casos
2018Encaminhados pelo Ministério do Trabalho
123casos
2018Indiciados pelo Ministério Público
Encaminhados pelo Ministério do Trabalho com opinião de indiciamento
Indiciamento real pelo Ministério Público
Padrão

Esta não é a primeira vez — a história das polêmicas trabalhistas da Coupang

O problema trabalhista da Coupang não começou agora com este julgamento sobre aposentadoria por desligamento. Na verdade, isso é só o episódio mais recente de um problema muito antigo e muito profundo.

De 2020 até março de 2026, pelo menos mais de 20 trabalhadores morreram em centros logísticos e locais de entrega da Coupang. Morte por excesso de trabalho, acidente de trabalho, acidente durante entregas de madrugada. Só em 2025 foram 8 pessoas, e em 2026 já 2 perderam a vida.

Em 2021, houve um grande incêndio no centro logístico de Icheon, e 1 bombeiro morreu em serviço. Depois, foi revelado que o alarme de incêndio tocou 6 vezes, mas foi desligado de propósito todas as vezes. Em 2020, também houve infecção coletiva de covid-19 no centro logístico de Bucheon, o que virou o estopim da disseminação na comunidade local.

Há uma razão estrutural para essas coisas se repetirem. Se olhar a estrutura de subsidiárias da Coupang — Coupang (matriz) → CFS (centro logístico) → CLS (entrega) → agência → Quick Flexer (autônomo). Quando se divide em tantas etapas assim, a responsabilidade do empregador fica diluída em cada nível. 95~97% da força de trabalho dos centros logísticos da CFS é de trabalhadores não regulares. É uma estrutura feita para evitar pagamento de aposentadoria por desligamento, reduzir responsabilidade por acidentes de trabalho e maximizar a flexibilidade de contratação.

Em dezembro de 2025, foi revelado algo ainda mais chocante. Segundo reportagem da SBS, apareceram indícios de que o CEO da Coupang mandou esconder provas de morte por excesso de trabalho. Dizem até que havia um manual interno chamado "documento de resposta a acidente de trabalho". Quando acontecia um acidente de trabalho, em vez de reconhecer e compensar, já deixavam definido antes como encobrir isso.

Número de violações da Lei de Normas do Trabalho nos últimos 5 anos

Coupang: 311 casos (99 casos só em 2025)

CJ Logistics: 12건 / Lotte: 9건 / Hanjin: 4건

A Coupang tem cerca de 30 vezes mais que empresas do mesmo setor — 1º lugar no aumento da taxa do seguro contra acidentes de trabalho por 2 anos seguidos

Número de violações

Olhando os números, é ainda mais chocante — Coupang vs empresas do mesmo setor

Se comparar o número de violações da Lei de Normas do Trabalho nos últimos 5 anos, dá para ver de uma vez como os números da Coupang são fora do normal.

Coupang311casos
CJ Logistics12casos
Lotte Global Logistics9casos
Hanjin4casos
Meu pagamento de rescisão

Então, meu pagamento de rescisão está seguro?

Ao ler esta notícia, pode ter gente pensando: 'Será que comigo também?'. Principalmente se você for estrangeiro trabalhando como diarista ou com contrato temporário.

O significado deste julgamento é claro. Quer dizer que mesmo sendo uma grande empresa, se violar a lei trabalhista, o representante vai a julgamento. E também mostra que, mesmo se o Ministério Público ficar do lado da empresa, existe um sistema em que o promotor especial ou o tribunal pode corrigir isso.

Mas, mesmo existindo esse sistema, isso não quer dizer que você será protegido automaticamente. Você precisa conhecer seus direitos e saber denunciar quando houver problema. Como a decisão do Tribunal Distrital de Incheon em abril de 2026 deixou claro que 'até trabalhador diário pode ser reconhecido como trabalhador regular', agora o ambiente está muito mais favorável do que antes.

A próxima audiência é em 22 de maio. O resultado deste julgamento vai ser um precedente importante para todos os trabalhadores não regulares que trabalham na Coreia, especialmente os trabalhadores estrangeiros.

💡Checklist do meu pagamento de rescisão

Você trabalhou por mais de 1 ano? (também conta renovação/repetição de contrato)

Você trabalhou em média mais de 15 horas por semana?

Você recebeu o pagamento de rescisão dentro de 14 dias após sair do trabalho?

Se houver problema: centro de consulta do Ministério do Emprego e do Trabalho ☎ 1350 (atendimento em línguas estrangeiras disponível)

Vou te mostrar como viver na Coreia

Por favor, dê muito carinho ao gltr life

community.comments 0

community.noComments

community.loginToComment